terça-feira, 31 de julho de 2012

E sua mãe também


Pessoal, não desisti do blog não! É que minha casa em Ribeirão está sem internet, aí fica difícil... Mas, sempre que possível, vou postando um filme novo!
Bom, esse tá no meu top 5 de filmes preferidos... Acho ele muito bom! Porque poderia ser só uma história de meninos tontos, que fumam maconha e resolvem ir viajar com a prima gostosona de um deles, mas na minha opinião não é. O pano de fundo é de uma crítica social muito grande. Enquanto eles viajam, falando muito sobre eles mesmo e sobre sexo, mais especificamente, os lugares que eles passam traz questões culturais e sociais da população que ali habita e o tanto que eles nem prestam a atenção nisso. 
Dizem que tem muitas coisas que não se consegue entender porque é piada interna do México e mesmo algumas questões sociais. Mas, eu gosto muito desse filme. E se vocês pararem pra prestar atenção, no fim das contas, tudo que no começo do filme era verdade, no fim se acaba sendo mentira, e diversas mentiras que foram contadas, acabaram sendo verdades. Achei muito interessante essa jogada. Gosto muito do Alfonso Cuáron, e acho que ele dirigiu esse filme esplendidamente. 
Do mais, é um filme muito divertido, que dá pra dar altas risadas. E não é nem um pouco ruim passar uma hora e meia olhando pro Gael Garcia Bernal e o Diego Luna. Rs.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ricky



Preciso avisar, antes de começar, que esse filme eu me descontrolei e acabei contando o final... Então, quem não quiser saber o fim do filme, precisa parar de ler um pouco antes...
Que filme maluco! Ainda to tentando digerir ele, e não tenho certeza se entendi direito... Na verdade, me surpreendeu de diversas formas, tava esperando uma história e foi outra completamente diferente... Mas, que pensando bem, não deixa de dizer muito sobre a história inicial.
Katie é uma mulher comum, mãe solteira de uma menina de 7 anos, e trabalha em uma fábrica. Em um primeiro momento, sua filha parece ter mais responsabilidade que ela mesma. As coisas acontecem de maneira muito dinâmica, e as passagens de tempo não são faladas, há apenas cortes de cenas em que fica-se subentendido que o tempo passou. Mas, enfim, Katie conhece e acaba se relacionando com Paco, que vai morar em sua casa,  acabam tendo um filho: Ricky.
Mas, queria parar a história do filme pra falar um pouco de algumas percepções que eu tive até aqui. A relação de Katie e Lisa (sua filha) não era das melhores, como já disse anteriormente, a menina que acordava a mãe pela manhã e fazia seu café da manhã, o que demonstra muito mais responsabilidade que sua própria mãe. Inclusive quando Katie começa a se envolver com Paco, sai para jantar com este, deixando a filha sozinha em casa, mesmo quando esta não queria ficar. Katie apresenta Paco para Lisa em uma mesa de café da manhã, em que esta não entende muito bem o que está acontecendo, e no mesmo momento descobre que este vai morar com elas. É tudo muito abrupto, e em diversos momentos, pode-se ver o olhar de tristeza da menina (que aliás, apesar da idade, interpreta muito bem seu papel, na minha opinião) e o clima pesado do filme, com imagens e fotografia mais escura.
Depois que Ricky nasce, o que fica mais claro pra mim em relação a Lisa é a perda de espaço que esta sente. Principalmente quando seu irmão começa a ter uma característica, no mínimo bizarra: começa a lhe nascer asas. Uma coisa que me chamou muito a atenção foi a apatia da mãe. Começa a nascer simplesmente asas nas costas de seu filho e você vai agir como se fosse a coisa mais natural do mundo? A partir disso, Lisa parece ficar mais enciumada ainda em relação ao irmão, mesmo que Paco trate-a bem, e sua relação com a mãe parece ter melhorado.
Uma coisa que achei bem interessante é o fato de os pais colocarem culpa no filho de as coisas não serem como antes. Como se ele realmente fosse o culpado. Diversas vezes apareceram uma conversa relacionada a isso. Como se pelo filho ter asa a vida deles virou um inferno, ou mesmo antes de isso acontecer, os pais estavam conversando de que não eram mais os mesmos desde que o filho nasceu e que gostariam de ser como foram outrora.
Depois de um tempo, Ricky acaba voando embora. E depois de um período de não - aceitação, principalment por parte de Katie, ela vai ao lago em que o filho foi visto pela ultima vez, ele reaparece peladinho, como se fosse um anjo ( e na minha opinião, pode ser uma analogia à morte do filho) e eles podem se despedir. Ao voltar pra casa, Katie e Paco se abraçam e abraçam sua filha, Lisa, formando uma asa nas costas dela. Essa parte que eu achei muito legal... Porque apesar de o nome do filme, a capa e todos os posteres serem sobre Ricky, o filme é na verdade sobre Lisa [em minha humilde opinião]. Sobre a aceitação dela em relação à mãe com o novo namorado, com o nascimento de um novo filho e de seu próprio relacionamento com a sua mãe. Tanto que no fim, há uma mudança de atitude dela em relação a Paco, uma aceitação. Mas, não psso deixar de fora o amadurecimento da própria mãe, que consegue se aproximar da filha em todo o processo e possuir uma mudança de atitude também, em relação a esta.
Ainda não consegui decidir se eu gostei ou não do filme. To pensando muitas coisas em relação a ele. E tentando entender muita coisa também, que acho que não consegui entender. Por exemplo, tem uma cena, antes de nascer as asas de Ricky que a família está almoçando e amãe deixa de almoçar e vai dar de mamar ao menino. Enquanto Lisa diz querer comer asa de frango. Enquanto ela come asa de frango, olha com inveja a seu irmão mamando no peito de sua mãe. Ainda to tentando desvendar o significado dessa cena, pois ela já tinha me chamado a atenção antes mesmo de ter nascido asinhas no menino.
Não sei se assistindo já sabendo que vai nascer asa no menino tem a mesma graça, porque o que mais me chamou a atenção foi que me pegou de surpresa mesmo. Mas, acho que é legal sim de assistir. Pelo menos a mim, deixou muito incucada.


Vida de Inseto


Gosto bastante desse desenho. Acho muito interessante o modo como eles demonstram o tradicionalismo das formigas. Flick é uma formiguinha muito criativa qu tenta modificar o modo de colheita de sementes, por exemplo, e ninguém aceita, então ele é visto como um louco que faz tudo errado sempre. Outra coisa que eu achei muito legal, é a forma que os gafanhotos, em especial Hopper, o chefe deles, apenas abusam das formigas para que estas não percebam o poder que têm. É muito interessante a cena em que ele esta contando para os outros gafanhotos que apenas uma formiga enfrentando-os não faz a menor diferença, mas quando todas as formigas perceberem que estão em maioria e que têm um poder muito maior, eles não serão capazes de controlá-la. Que é o que acaba acontecendo no fim.
Aí, tava assistindo ontem com a Juju esse filme, e não teve jeito... Comecei a viajar demais... Acho que é época de eleição, não sei.. Comecei a pensar muito nos abusos de poder que existem no Brasil e como a gente não consegue perceber o poder que tem... Acabamos sendo como as formigas, que ficam fazendo simplesmente o que deve ser feito, muitas vezes sem questionarmos o por quê disso. E com certeza não temos a menor noção do poder que temos em conjunto.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O rei Leão


Dia em que sua mini-irmã está doente, o que se faz? Assiste desenhos o dia todo mesmo! Mas, não tem problema... Eu gosto e muito de ficar vendo filminhos da disney. E esse em especial. Meus pais são provas vivas do tanto que eu assisti esse desenho. Pelo que me contam ( e eu me lembro) era tipo assim, o dia inteiro: acabava o desenho, eu voltava assistir de novo, acabava de novo, rebubina a fita e assiste de novo... E assim sucessivamente o dia todo, vários dias da semana...  Tanto é que essa fita que tem aqui é a segunda que me compraram, por que a primeira que eu ganhei foi pro saco, de tanto eu assistir! hahaha
Mas, sempre é muito gostoso rever esse desenho, não apenas pelas lembranças da minha infância que ele traz, mas pelo desenho mesmo. Como eu disse já na dama e o vagabundo, gosto muito dos desenhos antigos, e esse é muito bem feito. Os animais são perfeitamente desenhados e a história é emocionante. Quando o Mufasa morre é muito triste. E pensar que Simba passa a vida toda se culpando pela morte do pai, sendo que ele foi uma vítima também. Pra mim, o Hafiki é uma personagem muito peculiar e especial. Traz grande ensinamentos, além de ser muito divertido!
Fora as músicas, que são todas muito bem feitas e os desenhos de paisagens são simplesmente lindos! O filme todo é muito bem feito e com uma história de encantar a qualquer um.

E só pra não esquecer: Hatuna Matata!
A dama e o vagabundo


E mais uma vez, vou ver minhas fitas antigas. A dama e o vagabundo. Acho que eu tinha uns três anos de idade quando eu assistia esse filme. E não é que a fita ainda pega? Esse desenho muito fofo! É a velha história da dama de alta sociedade que conhece um pobretão e se apaixona. Nada de muito diferente... Mas, o fato de ser um desenho e dois cachorros, torna tudo tão encantador! Muito bonitinho. Essa cena da macarronada é um clássico da Disney. Desenhos assim, acho que nunca estou velha o suficiente pra ver e não canso de assistir quantas vezes for. Mesmo por que tem algumas coisas que eu percebo que assistia e nem entendia direito... hahaha
Enquanto eu assistia, comecei a pensar que os desenhos de antigamente eram realmente muito melhor que os de hoje. Principalmente esses que foram feitos pessoalmente pelo Walt Disney. Além de melhor desenhados (e eu sou uma pessoa que prefere as coisas antigas, acho muito melhor quando eram desenhados e não feitos por computador...), eu acho que as histórias eram muito mais interessantes.
 Hoje em dia tentam proteger as crianças de uma maneira que acabo considerando obsessiva. Não sou uma pessoa complexada simplesmente por ter crescido assistindo a dama e o vagabundo se beijando antes do "e foram felizes para sempre" ou por ela ter passado a noite fora de casa com ele ou "pelo único ponto fraco do vagabundo serem as mulheres" ou por mostrar uma de suas namoradas ex-cantora de cabaret (Rs.) cantando sobre ele, ou pelo fato de a dama ter sido presa, ou se sentir infeliz em certos momentos, apesar de ter uma família que cuida dela muito bem... Acho que atualmente  isso não seria feito. Ou se fosse, seria mal-julgado!Hoje em dia os desenhos mostram uma realidade que não existe.  Um mundo perfeito em que tudo se encaixa, todos são felizes o tempo todo, independente da situação. Os filmes de antigamente eram muito mais realistas e, por isso, bem feitos...
Na minha opinião, as crianças precisam ver que as princesas também passam por situações difíceis, pois as próprias crianças passam, e dessa forma conseguem se identificar com elas e ver que é possível superar as dificuldades... Mas, acho que já to psicologizando demais... hahaha E não é o intuito aqui!!
Mas, é um desenho muuuito  fofo e legal! Pra quem gosta de assistir desenho, não pode perder esse!


terça-feira, 24 de julho de 2012

A invenção de Hugo Cabret


Eu nunca gostei de filmes com crianças mega inteligentes, consertando e inventando coisas e salvando o dia. Mas, resolvi dar uma chance pra esse aqui. E não me arrependi. Aliás, achei esse filme indescritível! Mas, também... Um filme dirigido por Martin Scorsese e co-produzido por ele e pelo Johnny Depp. Acho que seria bem difícil de decepcionar... Não era nada parecido com o que eu tinha imaginado... O Martin Scorsese parece ter jeito para surpreender dessa maneira. Passa a história de forma tão delicada e sucinta, que não sei dizer o jeito que me senti ao longo do filme. Foram muitas sensações. Fiquei extremamente encantada com diversas partes, ao mesmo tempo que emocionada e tocada em alguns momentos.
O jeito que a história é trazida, tão doce e simples me deixaram perguntando como é possível fazer um filme desta forma. Passei por diversos pensamentos e sentimentos com todas as personagens... Cheguei a odiar, sentir dó, gostar, querer acolher... Tudo no mesmo filme. Cada personagem é muito caricata. Cada cena traz uma característica diferente de cada personagem. Cada um é muito humano, pois não são mostrados como seres perfeitos e sim com defeitos e qualidades. Suas durezas adquirida através de vivências não muito felizes, ao mesmo tempo que a possibilidade de existência de uma sensibilidade escondida em algum lugar dentro de si., que está apenas esperando uma chance para aparecer. 
Gostei muito do modo que Scorsese trouxe o fato de que cada um pode ter um história por traz de si mesmo, que muitas vezes a gente nem imagina. Achei simplesmente lindo. Acho que estou com muito mel em relação a esse filme, e fiquei um tempo agora pensando no porquê... Acho que é o clima do próprio filme. Ele traz coisas boas. É emocionante. Fazia muito tempo que eu não chorava em um filme. E esse conseguiu me arrancar lágrimas, em diversas situações.
Outra coisa muito interessante é o modo que traz [parte da] história do cinema. Repito que apenas Scorsese conseguiria trazer de forma tão sutil e ao mesmo tempo mágica. Fiz diversas descobertas que eu, como alguém que gosta muito de filmes, fiquei extremamente encantada. Achei muito fofo, a primeira vez que um filme foi mostrado ao público,  pelos irmãos Lumière, teve duração de apenas alguns minutos e era um trem entrando em uma estação... E as pessoas começaram a gritar e se assustaram muito por pensar que o trem as atropelaria. Achei incrível. Nunca tinha parado pra pensar como as pessoas se sentiram quando uma coisa desconhecida e nova surgiu na vida deles, de repente. São coisas pequenas assim, mas, na verdade grandes descobertas, que tornam esse filme tão especial.
Gostei muito da fotografia do filme... A Torre Eifel mostrada a noite no céu escuro de Paris estava simplesmente maravilhosa. Os efeitos especiais também achei muito bem feitos... E o roteiro. Achei que tem umas conversas muito interessantes e inteligentes. 
Uma coisa muito importante de falar, é que como, o filme tratou muito da história do cinema e um dos protagonistas foi dito como um antigo diretor de cinema, eu fui pesquisar pra ver se ele realmente existiu. George Meliés, e sim, ele foi real. Vários aspectos relacionados a ele no filme foram reais. O que torna tudo muito mais mágico. O cara fez nada menos que 500 filmes durante parte de sua vida. E via o cinema como parte de um sonho, durante o dia. Acho que o Martin Scorsese é um pouco parecido com ele, por isso talvez, tenha captado a essência do que o cinema era para esta pessoa. e trazido essa história de modo tão bonito. É um filme longo, mas vale cada minuto!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Paris, te amo


A cidade da Luz e do amor. Como eu tinha assistido um filme tão ruim antes, tive que ver um que fosse bom, né?! Esse tava marcando aqui em casa... Mesmo que eu já tinha assistido, não tem problema... Esse filme é simplesmente demais! E eu coloquei a foto dos mímicos por que pra mim, eles são a história mais graciosa do filme.O modo que eles tentam fazer a vida das outras pessoas mais felizes, e acabam sendo presos por isso... E se conhecem na prisão... Muito fofo!
 Apesar de que é difícil escolher qual é a melhor, por que todas são muito bonitas. Mas, nem sei muito o que falar... Todos os diretores foram muito felizes na escolha das histórias. Passam com uma leveza e sensação boa. Tem histórias muito gracinhas e felizes, mas tem umas que me deixaram bem tristes também... Mas, ainda assim... Os diretores conseguiram transmitir amor em Paris até em um cemitério! Acho esse filme genial. Cada história surpreende de alguma forma... Vale muito a pena assistir!